segunda-feira, 2 de maio de 2016

Aquela sobre ter tido H1N1

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Sim, fui premiada com a gripe do H1N1.

Sim, estou ótima, 100% recuperada.

Sim, foi um susto. A gente nunca acha que vai acontecer com  a gente (eu sei, redundância...).

Sim, o controle glicêmico ficou uma verdadeira zona.

Não, eu não precisei ficar internada e não tive a tal síndrome respiratória aguda grave.

Agora que eu resumi os pontos principais, vamos aos detalhes.

A minha filha andava doente, com amigdalite, resfriada, aquela coisa de criança. Uns dias depois, comecei a me sentir gripada também, com muita dor nos seios da face. Como fui piorando, meu marido achou melhor me levar ao hospital. Tínhamos certeza de que era apenas uma sinusite. Detalhe importante: NÃO tive febre em nenhum momento.

Chegando ao hospital, a médica do pronto socorro me disse que era melhor fazer o teste do H1N1, já que eu faço parte do grupo de risco. Eu quase não fiz, porque é um exame muito caro e eu não acreditava que poderia estar com ela, já que, de novo, não estava com febre. No fim das contas resolvi fazer. Junto com o exame, fiz exame de sangue e tomografia dos seios da face e pulmão. 

Depois de muuuuuita espera, saio com o diagnóstico de... sinusite. O resultado do H1N1 iria sair em 3 dias. O segundo médico que me atendeu no pronto socorro me disse que eu não tinha H1N1 (sem ter visto meu exame) e nem deveria ter feito o exame. Nos dias seguintes eu comecei a me recuperar, fui numa festa na escola da minha filha e na festa do meu sobrinho de 3 anos. 

5 dias depois de ter ido ao pronto socorro voltei para a academia. Fiz um pouco de esteira e me senti muito cansada, como se estivesse piorando. Achei que fosse normal, que meu corpo estava se acostumando de novo com a academia.  Cheguei em casa, meu marido me perguntou se eu já tinha visto o resultado do exame do H1N1. Confesso que tinha até me esquecido... Quando entro na internet e vejo o resultado, que susto que eu levei! Positivo para H1N1!

fonte: http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=751&sid=8
Voltei ao P.S., me deram o Tamiflu (que naquela altura do campeonato pouco efeito iria fazer, mas como sou do grupo de risco, acharam melhor eu tomar) e 1 semana de repouso.

Vou falar para vocês, esse Tamiflu me deu muita hipoglicemia. Não tem nada escrito na bula que ele pode dar hipoglicemia, mas era tomar, esperar 1 hora que a glicemia despencava. Fora a sonolência. Ainda bem que eu pude ficar em casa e me cuidar. Entre as hipos que eu acho que foram do Tamiflu vinham as hiperglicemias. Controle glicêmico daquele jeito... mas entre mortos e feridos, eu me salvei. Meus companheiros fieis nesses dias foram: os dextros, água e pastilhas de glicose. Fiz muitos testes, muitos mesmo para tentar manter o mínimo de decência das glicemias... kkkkkkk...

Por que, apesar de ser do grupo de risco, eu não tive uma gripe super forte, com febre? Sinceramente, não sei! Talvez porque eu tomo religiosamente a vacina da gripe todos os anos e meu corpo estava mais preparado para enfrentar essa gripe? Talvez porque tenho apertado nos últimos meses o meu controle glicêmico e estava um pouco mais forte para combater a gripe? Talvez a combinação dos dois?

Por isso o importante, pessoal é : tomem a vacina!!!!!!!!!!!!!! Eu já tomei a minha, apesar de ter tido o H1N1, não vou dar chance para ter de novo (fui orientada pelos médicos a tomar). E vocês, já tomaram?

Um abraço!
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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Chega de gordura trans

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   É impressionante a diferença que faz uma alimentação saudável na vida de um portador de diabetes, seja tipo 1 ou tipo 2. Eu vejo isso na prática. Quanto mais saudável eu como, melhor o meu controle glicêmico no meu dia a dia, sem sombra de dúvidas! Alimentação saudável, exercício físico e medicamentos. Esse é o nosso mantra, não é verdade?
  Por conta disso,  sociedades médicas (explicado abaixo) escreveram uma carta aberta ao ministério da saúde e Anvisa cobrando a retirada da gordura trans dos alimentos. A convite dos organizadores do Dia Mundial do Diabetes, blogueiros de diabetes entraram no movimento para divulgar informações sobre o Dia Mundial do Diabetes e esse é o primeiro tema que estamos divulgando hoje.
 Segue o texto que a minha amiga Silvia Onofre escreveu em seu blog João Pedro e o Diabetes explicando o movimento e a importância da retirada da gordura trans de nossos alimentos.
Clique AQUI para ler o texto no próprio blog João Pedro e o Diabetes.


Carta Aberta ao Governo Brasileiro e Anvisa

Como já dizia minha avó: "Cuide de sua saúde hoje e garanta um futuro saudável", sim a Dona Ana sabia das coisas. Estamos voltando as raízes da alimentação saudável e a luta se faz necessária para conscientizar as pessoas.

E como a saúde é primordial para a qualidade de vida, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), em carta aberta divulgada em 25/08/2015, exigem que o Ministério da Saúde, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), determine a RETIRADA COMPLETA em tempo hábil, de todo alimento que contenha GORDURA TRANS, à semelhança do que já acontece na Europa e nos EUA.

As gorduras insaturadas trans, conhecidas como gorduras trans são associadas a um risco elevado de morte por doença cardiovascular, obesidade e hipertensão com colesterol elevado. Elas são encontradas especificamente em produtos processados, nos óleos hidrogenados que os mantêm conservados.

"No Brasil, o Guia Alimentar para População Brasileira (GAPB), lançado em 2006, restringe o consumo de gordura trans a 1% do valor energético diário, o que corresponde a aproximadamente 2 g/dia em uma dieta de 2.000 calorias. Mesmo existindo um documento da OMS emitido em 2004, o Ministério da Saúde baseou-se na sugestão publicada pela Organização em 1995, para orientar o valor no GAPB. Diante do exposto, questiona-se a manutenção desse limite de consumo máximo de gordura trans.", de acordo com o documento.

"A participação de alimentos industrializados contendo gordura trans na dieta contemporânea é traço marcante do padrão alimentar atual da população. Seu consumo causa impacto na saúde, tanto no desenvolvimento de doenças crônicas quanto no estado nutricional", afirma o documento.

Eis a carta na íntegra:

"Dia 14 de Novembro é o Dia Mundial do Diabetes, doença epidêmica que atinge mais de 350 milhões no mundo todo.
No Brasil, estima-se 14 milhões de pessoas e a maioria obesos, hipertensos com colesterol elevado e com risco de morte por doença cardiovascular muito elevado.

A participação de alimentos industrializados contendo gordura trans na dieta contemporânea é traço marcante do padrão alimentar atual da população. Seu consumo causa impacto na saúde, tanto no desenvolvimento de doenças crônicas quanto no estado nutricional.

Os ácidos graxos trans podem ser sintetizados pela fermentação bacteriana e estão presentes em pequena quantidade nas carnes e no leite, mas sua principal fonte é a gordura hidrogenada, muito utilizada em produtos industrializados.
Considerando a repercussão desse padrão alimentar e seus efeitos deletérios à saúde, em 2004, a OMS lançou a Estratégia Global para Promoção da Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde com a meta de eliminação do consumo de gordura trans industrial.

No Brasil, o Guia Alimentar para População Brasileira (GAPB), lançado em 2006, restringe o consumo de gordura trans a 1% do valor energético diário, o que corresponde a aproximadamente 2 g/dia em uma dieta de 2.000 calorias.
Mesmo existindo um documento da OMS emitido em 2004, o Ministério da Saúde baseou-se na sugestão publicada pela Organização em 1995, para orientar o valor no GAPB. Diante do exposto, questiona-se a manutenção desse limite de consumo máximo de gordura trans.

Neste sentido, a SBD junto com a SBEM e ABESO, vem a público neste momento de mudança mundial em relação aos hábitos de vida, solicitar a RETIRADA COMPLETA em tempo hábil, de todo alimento que contenha GORDURA TRANS.
E com apoio da ciência moderna, temos um racional para exigir esta atitude. Que melhore a saúde do brasileiro, que o governo se responsabilize por normas que protejam as pessoas."


Este post é a primeira Blogagem Coletiva do Grupo de Influenciadores Digitais do Dia Mundial
Recentemente, adotando uma nova linha de relacionamento digital, a SBD, a SBEM e a equipe de trabalho do Dia Mundial do Diabetes, criaram o Grupo de Influenciadores Digitais do Dia Mundial.

Os primeiros blogueiros que participaram de uma mobilização em 2013 foram convidados a dar início ao projeto e sugerir nomes para compor o Grupo dos Influenciadores pelo WhatsApp.

Nas primeiras trocas de mensagens, observou-se que se é para mobilizar nada como um grupo que analisa, discute, sugere e dá mil ideias. São várias trocas de mensagens e sempre objetivas, entre os 25 membros, entre blogueiros, diretoria das entidades e equipes de trabalho.
Nós estamos nessa!!! =D



Fonte:




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domingo, 7 de junho de 2015

Controle glicêmico no automático

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Ano que vem eu completo 30 anos de diabetes. São incontáveis agulhadas de injeção e de dextro, inúmeras hipoglicemias, inúmeras hiperglicemias, 1 internação por hipoglicemia severa, 1 gravidez bem sucedida de alto risco e a lista vai embora.

Diabetes faz parte do meu dia a dia assim como escovar os meus dentes, tomar banho, dirigir. São coisas que fazemos no modo automático, não precisamos pensar para fazer essas coisas. Está tudo automatizado. Foi nessa onda de estar tudo automatizado que eu co
mecei a automatizar o meu controle de uma forma muito, muito perigosa. Glicemia em 200? Tomo insulina e pronto. Glicemia em 40? Como carboidrato de rápida absorção e pronto. Eu tenho há algum tempo passado por um turbilhão de coisas na minha vida e deixei meu controle glicêmico no modo automático. Tinha muita coisa na cabeça para gastar tempo com isso. Vocês já devem imaginar para onde esta história está indo.

Semana passada tinha consulta com a minha endócrino. A segunda do ano. Eu finalmente consegui baixar os dados do meu glicosímetro para o meu computador. Quando eu vi os gráficos, eu quase caí da cadeira. Eu estava com números para todos os lados. Muitos deles fora da meta. Muitos mesmo. Sabe como eu não tinha percebido isso? Resposta: modo automático. Passei muito tempo sem ver de forma crítica os meus dextros. Só ia corrigindo conforme a necessidade achando que estava tudo bem. O mais bizarro de tudo isso é que eu não entendia o motivo de não ter uma hemoglobina glicada melhor. 

Na consulta, a minha endócrino quase caiu da cadeira também quando viu os dados do meu glicosímetro. Ela me perguntou se eu tinha percebido o tanto de hipoglicemia que eu venho tendo. Eu olhei espantada para ela e respondi sinceramente que não. Foi aí que ela me disse que eu tinha me acostumado com o meu descontrole, que estava no modo automático. Ela está certíssima. Mudamos valores e horários de insulina basal e bolus. Essa mudança ainda não ficou bacana. Só que dessa vez eu não estou no modo automático. Vou entrar em contato com ela amanhã para ajustar de novo as doses de insulina da bomba de infusão.

Eu já falei aqui no blog, diabetes não para para vivermos problemas, sejam eles de desemprego, de doença na família, crise no casamento. Ele não para para termos um parto tranquilo, uma cerimônia de casamento sem hipoglicemia ou para prestarmos vestibular sem interrupções desagradáveis que ele possa nos dar. Por isso, o melhor é sempre estarmos atentos, sempre nos cuidarmos, sempre darmos o nosso melhor. A vida é boa demais para deixarmos o diabetes atrapalhar os nossos sonhos, nossos objetivos.

E você, como está? Como anda o seu controle glicêmico?
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terça-feira, 26 de maio de 2015

Eu gostaria que você soubesse!

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Eu já li posts em outros blogs (tanto em português como em inglês) que fazem essa lista e hoje resolvi fazer a minha própria lista.

O que eu gostaria que as pessoas soubessem sobre o diabetes:

1. Fazer o papel de um órgão seu que não funciona é muito difícil!
2. Eu posso sim comer doces.
3. Eu posso não parecer doente e não sou doente, mas na verdade eu tenho uma doença crônica que as vezes me faz sentir doente.
4. Diabetes é uma doença que envolve tanto a parte física, quanto a parte mental e emocional.
5. Chá de pata de vaca e água de quiabo não vão me curar.
6. Falar para mim que iria morrer se tivesse que tomar injeção todo dia não me ajuda em absolutamente nada. Para dizer a verdade, se você tivesse diabetes tipo 1 e não tomasse injeção todo dia, você iria morrer mesmo.
7. Nem sempre fazer tudo certo significa que a glicemia estará controlada. Isso não significa que  eu não preciso fazer tudo o que está ao meu alcance para tentar controlar a glicemia.
8. Falar da tia avó da vizinha da melhor amiga da sua prima que teve a perna amputada e ficou cega por causa do diabetes também não contribui em nada para mim.
9. Furar o dedo para fazer um dextro as vezes dói mesmo. Dói pra caramba (ainda bem que não é sempre que isso acontece).
10. Eu preciso de compreensão e de apoio, não de críticas.
11. A chance da minha filha ser diabética tipo 1 é de 5%. Igual a sua chance de ser diabético.
12. Ter uma "vida normal" é bem relativo... não acho muito normal furar o dedo 10 vezes por dia para saber como está a glicemia, andar um aparelho grudado no corpo 24 horas por dia, contar os carboidratos de tudo o que eu como, ter hipoglicemia, ter hiperglicemia, dentre tantas coisas. A verdade é que a minha vida é sim diferente, mas apesar dos desafios que enfrento todo dia, eu tenho uma vida maravilhosa!
13. A constituição brasileira me garante o direito à saúde. É meu direito receber todos os insumos para o diabetes pelo governo.
14. Diabetes tipo 1 é uma doença auto imune. Isso significa que o meu próprio corpo ataca as células produtoras de insulina. Eu nasci com a predisposição para o diabetes e aos meus 7 anos eu desenvolvi a doença. Eu poderia ter comido doce feito louca não faria a menor diferença. Comendo ou não doces eu seria diabética do mesmo jeito.
15. Mulheres diabéticas tipo 1 podem ter filhos saudáveis, como foi o meu caso.
16. Eu não uso um beeper na minha cintura. Eu não parei na década de 90. É uma bomba de infusão de insulina. Porém, olhando fotos de um beeper, eu admito que parece mesmo um beeper! rsrsrsrsrs...

E você, o que você gostaria que as pessoas soubessem sobre o diabetes?



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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Um pouco de inspiração para todos nós!

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    O dia a dia de um diabético muitas vezes é tranquilo, com tudo nos eixos, sem hipos, sem hipers. Porém, tem dias que são insanos! Fazemos tudo certinho, contamos carboidratos, aplicamos insulina, comemos saudável e de uma forma inexplicável a glicemia teima em ficar muito alta ou muito baixa e não conseguimos descobrir o motivo. Pode ser difícil também porque a rotina, apesar de incorporarmos ao nosso dia a dia, é cansativa. Ou talvez porque a gente está morrendo de vontade de comer aquela comida ou tomar aquela bebida que sabemos que precisamos abrir mão naquele momento para manter a glicemia em ordem. Os motivos são muitos, os desafios as vezes parecem ser intransponíveis. A gente desanima, acha que não vai aguentar mais um dia com a tal da bete. Quando chegamos nesse ponto, temos duas opções: ou continuamos lutando ou nos entregamos e desistimos.
    O que fazer quando entramos em depressão, com vontade de simplesmente ignorar a diabetes, ficar apenas reclamando e incorporarmos o papel de vítimas, de coitados? Vou dizer para vocês uma coisa que eu faço antes de chegar nesse ponto. Eu procuro uma fonte de inspiração. Procuro ver histórias de pessoas com grandes desafios que enfrentam a cada dia e que são vencedoras. Isso me dá ânimo, me lembra de que se eu quiser, eu também posso vencer as minhas lutas!
http://construir.daysesene.com/files/2013/07/editor-02-03.jpg
   Pensando nisso, quero compartilhar hoje a história do Nick Vujicic. Nick nasceu sem os braços e
sem as pernas. Os médicos fizeram todos os tipos de exames para tentar entender porque ele nasceu com essa malformação, mas não encontraram uma resposta. Em seus primeiros meses de vida, seus pais não conseguiam entender ou aceitar um filho sem braços nem pernas. Aos 8 anos de idade Nick tentou se suicidar. Porém, através da fé dele em Deus, ele conseguiu entender que a mudança que ele tanto queria no seu corpo precisava ser em seu coração e não nos seus membros inexistentes.
   Hoje Nick tem uma ONG chamada Life Without Limbs (Vida sem Membros). Ele dá palestras pelo mundo todo. Ele já esteve na presença de líderes de nações. Ele é casado com uma linda mulher, tem um filho e sua esposa está grávida do segundo herdeiro. Ele surfa, ele pratica snowboard. Ele já ajudou muita gente. Muita gente mesmo.
   Eu disse uma vez (nesse post) que detesto a comparação de diabetes com outras doenças ou deficiências. Continuo pensando da mesma forma. Sabemos que existem pessoas que sofrem mais que nós, que tem doenças sem nenhum tipo de tratamento, mas sabemos também do nosso próprio sofrimento. Por isso eu me recuso em dizer, "tá vendo??????????? Se ele consegue, você deveria ter vergonha de reclamar!!!!!". Prefiro dizer "olha só, você pode encontrar a força necessária para enfrentar a diabetes! Você pode vencer os desafios que ela impõe sobre sua vida! Você pode ser saudável! Você pode ser feliz!" Eu encontro a minha força, a minha esperança, a minha energia todo dia em Deus. Parafraseando o Nick, Ele não mudou o meu pâncreas, mas mudou o meu coração!
   Por favor, tire 13 minutos do seu tempo para ouvir um pouco da história do Nick contada por ele mesmo. Prometo que esses 13 minutos irão ecoar no seu coração por muito tempo!



Abraços!
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Novembro Azul - Dia Mundial do Diabetes 2014

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   No mês de novembro, mais precisamente no dia 14 de novembro, comemoramos o Dia Mundial do Diabetes. Esse foi o dia escolhido pela International Diabetes Federation (Federação Internacional de Diabetes) juntamente com a ONU para conscientizar pessoas sobre diabetes, seus riscos e suas complicações.
  O tema da campanha dos próximos 3 anos escolhido pela IDF foi alimentação saudável, prática de exercício físico e educação em diabetes. O foco desse ano é alimentação saudável, em especial a alimentação saudável começa com o café da manhã.  
  Para fechar o nosso Novembro Azul e falar sobre isso convidei uma pessoa muito especial para bater um papo aqui no blog! É a Deise Santiago, nutricionista e diabética tipo 1 há 14 anos!
Deise com o seu noivo
  Vamos lá:

Deise, me fale sobre a sua escolha de profissão. Por que nutrição?
  Escolhi a nutrição por amar comida, parece irônico, mas sempre gostei de comer, e achava muito legal entender o que o alimento causava no meu organismo. Com certeza o diabetes me ajudou nessa escolha, eu conseguiria me ajudar mais dessa forma e realmente me ajuda. Realizar a contagem de carboidrato fica mais fácil quando se conhece os alimentos.

Qual a sua participação na Associação de Diabéticos Juvenis (ADJ) em São Paulo?                 Acabei me envolvendo com o diabetes pela vontade de auxiliar no tratamento de outras pessoas com diabetes, assim como eu. E por não ter tido boas experiências com outras nutricionistas que não tinham conhecimento na área, quis me dedicar nisso. Conheci a ADJ quando já tinha 10 anos de diagnóstico, buscava conhecimento. Estava começando a faculdade de nutrição e tinha sede e vontade de aprender! Logo me envolvi no 3º Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes, com o Dr. Mark Barone. Infelizmente não conclui essa turma, mas isso não me fez desistir. No último ano da faculdade eu voltei, e em meio a estágios, TCC e trabalhos participei do 5º Treinamento. Ser jovem líder me mostrou que eu consigo levar o diabetes “numa boa”, aceitar ela de fato. É uma parte de mim que precisa de cuidado, mas não é um problema.                                                       

 Agora falando um pouco sobre o tema dessa ano do Dia Mundial do Diabetes, o que você considera um café da manhã saudável?                                                                                                     O café da manhã, sendo uma refeição principal, deve ser completa, com todos os nutrientes, carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. O café da manhã brasileiro, geralmente, é composto de café com leite (proteína e gordura) e pão com manteiga (carboidrato e gordura). O ideal seria reduzir a quantidade de gorduras e acrescentar vitaminas e minerais. O café com leite pode ser consumido, juntamente com uma fonte de carboidrato como pão, torrada, biscoito, bolo... Dá pra variar. Com algum complemento como queijo branco, geleia diet, ricota, peito de peru, lembrando que esse completo muitas vezes é a fonte proteica do café da manhã. E, para completar, uma fruta. Simples assim. A fruta irá fornecer vitaminas e minerais e uma dose pequena de carboidrato. Pode ser bem variada e pode ser misturado com aveia, iogurte, leite, granola.
Converse com sua nutricionista para adequar as quantidades.

O pior horário do dia para mim, no que diz respeito às glicemias, é o pós café da manhã. Quais alimentos que fazem parte do café da manhã que tem o menor impacto nas glicemias?                     Para as pessoas com diabetes que tem uma glicemia muito alta após o café da manhã, o consumo de alimentos integrais costuma auxiliar no controle glicêmico. Entretanto, sabemos também que no período da manhã temos hormônios hiperglicemiantes agindo que podem dificultar o controle, por isso converse com médico e nutricionista para avaliar o melhor modo de controlar a glicemia de acordo com seu estilo de vida.

Qual o último recado que você nos deixa?                                                                                       Procure uma nutricionista, controle sua glicemia, faça um café da manhã saudável e seja feliz!!!

Contatos da Deise: nutrideisesantiago@gmail.com
                               https://nutricaodoce.wordpress.com/
                               http://horadotreino.com.br/equipe/
                               (11) 37225238 ou (11) 37272205



É isso aí pessoal, começar um dia com alimentação saudável nos dá ânimo para seguirmos o nosso dia cheios de saúde!
Abraços!




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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Sempre pronta

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   Semana passada a minha filhota, Lorena, ficou muito doente. Ela teve uma forte infecção urinária e precisou ficar internada. A infecção causou outros probleminhas no corpo dela. Foram horas no pronto socorro, horas na enfermaria do hospital esperando um quarto na ala da internação pediátrica. Foram dias para sabermos ao certo o diagnóstico correto da doença. Foram momentos difíceis. Ela sofreu bastante e eu também.
   Graças a Deus, ela teve alta no começo da semana e está se recuperando muito bem em casa!!
  No meio dessa tempestade eu não deixei de ser diabética. A vida não dá pausa para sermos exclusivamente diabéticos. Somos diabéticos e somos tantas outras coisas... diabéticos desempregados, diabéticos com pneu do carro furado, diabéticos com crise no casamento, diabéticos que tem que fazer a faxina da casa, diabéticos que ficam presos no trânsito e a lista é infinita. Por isso precisamos estar preparados. Sempre. 
   Na segunda vez que levamos a Lorena para o hospital eu já sabia que a chance dela ficar internada era grande. Por isso, fui munida com cânula para bomba, insulina, aplicador da cânula, glicosímetro com bastante fitas, balas para a hipo, frutas e lanches para não ficar um longo período em jejum. Meu marido precisou trabalhar e em um dos momentos em que a Lorena mais passou mal, eu estava sozinha com ela. O que seria dela se eu também estivesse passando mal?
www.diadiadiabetes.blogspot.com.br
   A minha estratégia foi: testar, testar e testar. Durante os dias no hospital eu fiquei em cima da minha glicemia, mais do que nunca. O glicosímetro ficou na mesa do quarto, bem visível para eu não me esquecer de fazer os testes. As balas ficaram ao lado do glicosímetro. No frigobar do quarto tinham frutas para eu lanchar. Tive o cuidado de avisar a enfermeira da noite que era diabética. Eu nunca fico em um lugar desconhecido sem que ninguém saiba que sou diabética. Isso faço para a minha própria segurança. Para cuidar bem dela, eu precisei cuidar bem de mim mesma em primeiro lugar.
   No fim das contas, deu tudo certo. Apesar de todo o estresse as minhas glicemias se comportaram de forma maravilhosa! Tive apenas 1 hipoglicemia, que tratei rapidamente e não me atrapalhou em nada.
   E vocês, estão preparados para o inesperado, para o que foge da rotina? Sempre carregam algum tipo de alimento para tratar uma hipoglicemia? Sempre tem o glicosímetro a mão? Andam com uma quantia de insulina razoável, que pelo menos dure 1 dia? Se não estão preparados, pensem nisso. Nunca sabemos o que a vida nos reserva.  #ficaadica
    Abraços!
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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Recadinho

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Quero deixar aqui um recado para a leitora Sandra da Rosa. Você preencheu o formulário de contato aqui no blog, porém, o email que você deixou deve estar errado, porque mandei 2 vezes um email para você e as 2 vezes o email voltou.
Se você estiver lendo esse post, entre em contato comigo pelo email diadiadiabetes@gmail.com Ficarei muito feliz de conversar com você!
Abraços!
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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Porque a hora é agora.

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   Agosto é um mês cheio de comemorações aqui em casa. Primeiro, dia dos pais, depois aniversário de bomba e por último, o meu aniversário! Pois é, ontem completei mais um ano de vida!
Esse aniversário, porém, foi diferente de todos os outros meus aniversários. Na semana passada eu perdi uma pessoa muito querida. Ela lutou muito por sua vida, mas infelizmente, ela se foi. Tenho passado por dias tristes, dias de aceitação da nova realidade. Ontem foi um dia de olhar para dentro de mim de uma forma mais profunda.
   Me foi dada por Deus a chance de viver mais um ano, mais um dia. Como eu tenho vivido a minha vida? Com o que eu tenho gastado o meu tempo e as minhas energias?  Tenho me preocupado com coisas supérfluas? Tenho valorizado o amor da minha família e dos meus amigos?
   Nós temos apenas uma vida para viver. Não sabemos quando iremos partir. Por isso, por mais óbvio, redundante, superficial, repetitivo, que isso possa soar, temos que viver todos os dias da nossa vida como se fossem o último. Não temos tempo para reclamar, para a ingratidão, para brigas, para a preguiça, para a amargura, para a irresponsabilidade.
   A hora é agora! Agora é a hora de dizer que a gente ama nossos cônjuges, nosso filhos, nossos pais, nossos irmãos, nossos amigos. Agora é a hora de olhar ao nosso redor e listar tudo de bom que temos, seja a saúde, o emprego, a família, a oportunidade de ser produtivo. Agora é a hora de ter um coração cheio de gratidão. Agora é a hora de ter fé, fé em nós mesmos e fé em Deus para enfrentarmos as adversidades da vida. Agora é a hora de saborearmos um cafezinho gostoso, curtirmos aquele banho (mesmo que seja um banho bem rapidinho com essa escassez de água que enfrentamos... rsrsrsrs...), ter aquela boa conversa com um amigo querido. Agora é a hora de curtir o momento.
   E para nós diabéticos... agora é a hora de medir a glicemia. Agora é a hora de marcar a consulta. Agora é a hora de enfrentá-la e de entender que não é brincadeira, é coisa séria.  Agora é a hora de se educar sobre a diabetes. Agora é a hora de ser grato porque, por mais difícil que seja, ela é tratável. Agora é a hora de buscar ajuda. Agora é a hora de se conectar com outros diabéticos e não viver a diabetes no seu cantinho isolado. Agora é a hora de parar de ter a postura de vítima e começar a ser pró-ativo. Agora. Nesse momento. 
   Vá, você já faz muita falta. Obrigada por ter nos deixado esse exemplo de coragem e de garra. Você lutou bravamente até o fim. Seu lindo sorriso sempre ficará nos nossos corações. Saudades para sempre.


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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

5 anos de bomba!!

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Hoje é o meu bombasário!!!!!!! Rsrsrsrs.... Ok, ficou péssimo, eu sei! Há exatos 5 anos eu fazia a instalação da minha bomba. Foi um dia único na minha vida, um dia que me mudou bastante.
Depois desse dia, a minha retinopatia estacionou e eu nunca mais tive uma hemorragia na retina; tive uma gravidez e um parto tranquilos; minha hemoglobina glicada melhorou demais. A bomba nunca me deixou na mão. A minha qualidade de vida aumentou significativamente. O único problema que eu tive foi só das eventuais faltas dos insumos que o governo me dá para a bomba.
Tenho certeza de que tenho em minhas mãos o melhor tratamento para mim. Só que a bomba, por si só, não faz nada. Os dextros, a contagem de carboidratos, os exercícios físicos, as consultas... Isso tudo vai sempre fazer parte da minha vida e de todo o diabético que busca uma vida saudável.
E que venham mais 5 anos de bomba!!!!!!!!




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terça-feira, 5 de agosto de 2014

III Encontro Mulheres Diabéticas

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Olá pessoal,
Sábado que vem, dia 9 de agosto, teremos o III Encontro Mulheres Diabéticas de São Paulo!
O tema deste encontro é Diabetes e Atividade Física e contaremos com a presença de um especialista em diabetes e esportes para bater um papo conosco e tirar todas as nossas dúvidas.
O encontro será as 9h no Parque Ibirapuera, portão 6 acesso pela Av. IV Centenário.
Venha!! Participe!!
Para fazer a sua inscrição, basta clicar nesse link: http://migre.me/kBrOy
Espero por vocês!!
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terça-feira, 6 de maio de 2014

Sim, eu sou uma Robocop

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   Ter um monte de coisas grudadas no corpo 24 horas por dia e parecer um robô humano nem sempre é legal. As vezes pode até ser desconfortável. De vez em quando eu sinto falta de dormir com nada pendurado no meu corpo. 
  Porém, os benefícios de parecer a versão feminina do Robocop superam esse desconforto. 
Bomba de infusão, sensor e cânula de insulina. Infelizmente essa foto não é do meu corpo... quem me dera ter uma barriga dessas!
  Há algumas semanas eu recebi uma ligação da Medtronic me oferecendo um teste com o novo sensor de glicemia, o Enlite (para mais informações, clique AQUI). Ele é menor que o sensor antigo, muito mais fácil de colocar no corpo e mais preciso que o anterior, segundo informações da Medtronic. Eu aceitei o convite e na terça-feira passada a Tayana, enfermeira da Medtronic, fez a instalação. Realmente, o sensor é bem menor, doeu muito menos para inseri-lo no meu corpo e eu achei que realmente ele é mais preciso. Muitas vezes as glicemias do glicosímetro bateram com as do sensor.
   O que realmente me fez, mais uma vez, sentir que vale a pena usar o monitor contínuo de glicose (CGM) foi o que aconteceu depois. Primeiro, eu fiz os meus exames laboratoriais de costume e precisava ficar em jejum por 4 horas. Isso não é tarefa fácil para um diabético. O que me foi muito útil foi saber quando a minha glicemia  estava para cair. Eu pude dosar melhor a insulina, colocar basal temporário. Quando cheguei no laboratório e eu vi um 88 mg/dl com 2 setas para baixo eu apressei todo mundo para que tirassem meu sangue logo para eu poder comer. O resultado do meu jejum: nenhuma hipoglicemia. 
  Agora a parte dois: na própria sexta-feira fui agraciada com uma virose (em pleno feriado, com queridos amigos em casa). Não conseguia segurar nada no estômago. Fiquei pelo menos 12 horas em jejum total. O que me ajudou a não ter uma hipoglicemia de novo foi o CGM. Eu consegui acompanhar onde minhas glicemias estavam. Consegui ver as tendências. Sabia a hora que estava subindo e a hora que estava caindo. Sabia que se tivesse uma hipoglicemia dormindo a bomba iria apitar e me acordar. O que aconteceu na verdade foi justamente o contrário. Eu baixei demais a insulina da bomba e junto com a glicemia que normalmente já sobe quando estamos doente, acordei no meio da noite com ela apitando e quando vi a glicemia, ela estava 314 mg/dl. Corrigi e voltei a dormir. Acordei na casa dos 90. O CGM me deu toda a tranquilidade de manusear as minhas glicemias, mesmo estando tanto tempo sem conseguir comer nada.
   Eu não quero fazer aqui a propaganda para a Medtronic. Eles não pediram para eu escrever isso e não ganhei nenhum centavo por isso. O que eu quero é somente dar o meu ponto de vista sobre tecnologias que nós diabéticos temos disponíveis no mercado. Esse é o meu dia a dia com a bomba de infusão de insulina e o CGM. 
  E você, quais são as tecnologias disponíveis que você usa e recomenda? Compartilhe aqui!
  Obrigada!
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quarta-feira, 26 de março de 2014

O sentimento de uma diabética

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"Você tem diabetes, mas pelo menos não é..."
"Mas veja...., ele(a) sofre muito mais do que você que só tem diabetes"

Eu não farei um concurso aqui de quem tem a pior doença ou a vida mais sofrida. Eu concordo que existem muitas coisas piores do que diabetes, com muito mais sofrimento, com muito mais dor, com tratamentos muito mais difíceis e mais custosos, com muito mais limitação.

Porém, para mim, saber disso não alivia em absolutamente nada o meu sofrimento, a minha dor. Só eu que sei o que é furar o dedo 10 vezes por dia. Só eu que sei o que é uma hipoglicemia no meio de uma reunião muito importante ou enquanto estou dirigindo ou quando estou sozinha em casa cuidando da minha filha. Só eu que sei o que é ter uma hiperglicemia que me deixa tão fraca que a única vontade que eu tenho é de ficar deitada na cama, só que não posso porque preciso trabalhar. Só eu que sei a luta que enfrento todo santo dia para fazer o que o meu pâncreas deveria fazer por mim e não faz.

Cada um sabe onde o seu calo dói e o sapato aperta.

Não, não sou deprimida. Sim, eu aceito a minha condição de ser portadora de diabetes. Aceitei isso há muitos anos. Sou bem resolvida. Só peço que não faça comparações. O que eu preciso é de apoio e não de julgamento. O que eu preciso são palavras de afirmação, de encorajamento para enfrentar as minhas lutas diárias, como qualquer outra pessoa.

Que possamos olhar para o nosso próximo com muita graça, com amor, sem julgamento. Que possamos estar dispostos a ajudar o nosso próximo, seja com palavras ou com ações. Que possamos nos preocupar com os sentimentos daqueles que nos cercam.



Um abraço,
Teresa
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quarta-feira, 19 de março de 2014

2º Encontro Mulheres Diabéticas

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Ser mulher é algo maravilhosamente complexo. Ser uma mulher diabética é algo mais complexo ainda. Temos muitos desafios a vencer no nosso dia a dia. As vezes esses desafios parecem ser difíceis demais, cansativos demais ou desanimador demais. As vezes nos sentimos muito solitárias.
Você, mulher portadora de diabetes, já se sentiu assim?

Eu já me senti assim muitas vezes. Sabemos que precisamos cuidar da nossa saúde emocional para conseguirmos dar conta do resto. Foi por esse motivo que convidamos a psicóloga Mariana Bonsaver para conversar no nosso encontro sobre diabetes e saúde emocional.

Quero convidar você, mulher diabética,  para o nosso encontro que será dia 29 de março às 10h na Moscatel Doceria!! Venha bater um papo conosco para dividirmos nossos anseios, lutas e vitórias. O encontro é gratuito! Você gastará apenas se consumir algo na doceria.

Segue o link para a inscrição: http://migre.me/i4Gtr


Vejo você lá!!


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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Diabetes e seus segredos

3 comments
Um dia o telefone em casa toca. Era uma querida amiga convidando minha família para jantar em um restaurante de rodízio japonês com sua família. Eu me animei e fiquei toda eufórica.



Afinal de contas: 
1. Eu não precisava fazer o jantar. 
2. Eu não precisava lavar a louça depois do jantar. 
3. Adoro passar a noite com amigos. 
4. Adoro comida japonesa.

Parecia ser uma noite perfeita, certo?
Só que tem um detalhe. 
Eu precisava, pelo menos daquela vez, começar e terminar a noite com a glicemia decente.
Todos nós sabemos que rodízio de comida japonesa e glicemia pelo menos razoável é uma combinação difícil de ser desvendada.
Eu me pergunto: Será que alguém tem a resposta para esse mistério?


Eu decidi, com toda a coragem desse mundo encarar esse desafio e comecei a fazer cálculos e mais cálculos para administrar a insulina na quantia certa e na forma certa (bolus onda dupla? bolus onda quadrada?).

Eu sei que isso é uma armadilha, mas eu não consigo entender como.


Depois de muito calcular, ponderar, pesquisar na internet, perguntar para amigos diabéticos como eles fazem no rodízio japonês, saímos de casa e nos encontramos com os queridos amigos. Todos estavam com muita fome e nos alegramos quando vimos a comida chegar.



A noite foi muito agradável e as glicemias  se mantiveram comportadas durante o jantar e no transcorrer da noite. Antes de dormir fiz mais um dextro e a glicemia estava ótima. Finalmente eu tinha desvendado o segredo do rodízio japonês!!



Você pensou que a história iria acabar aqui, né?!
Só que eu acordei de madrugada com a boca seca e morrendo de sede.
Você já sabe onde eu vou chegar...
Fiz um teste e essa foi a minha reação ao ver o resultado:



Obviamente aqueles cálculos todos não deram certo. A glicemia estava nas alturas
Tomei aquele monte de insulina para tentar acordar de manhã perto do normal (a minha glicemia, porque sinceramente, não sei se sou muito normal...)

Então, se você  tiver a chave secreta que desvenda o segredo de uma boa glicemia pós rodízio de comida japonesa, você poderia por favor compartilhar comigo?




Obrigada!!







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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

De bem com o diabetes

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   Nos últimos dias apareceram reportagens sobre o diabetes que foram de grande repercussão na mídia. A primeira foi da revista Isto É, falando sobre as novidades para o tratamento do diabetes que chegaram e estão para chegar no Brasil. Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui. Apesar de não ser novidade para mim porque eu procuro estar sempre bem informada sobre o diabetes, achei a publicação bastante importante para informar a população brasileira sobre diabetes e tratamentos disponíveis.
  A segunda matéria foi no programa de tv Bem Estar da Rede Globo, onde mostrou 2 diabéticas que são usuárias da bomba de infusão de insulina. A matéria explicou de forma eficiente o que é diabetes tipo 1, o que é bomba de infusão de insulina e como se pode viver bem com diabetes. Para ver a reportagem, clique aqui
  O que eu tirei de mais importante dessas reportagens são duas coisas. A primeira é que todo diabético, seja ele tipo 1 ou tipo 2 deve se cuidar HOJE para poder aproveitar tudo o que ciência tem de novo para nos oferecer. O nosso controle glicêmico depende somente de nós mesmos. A responsabilidade é nossa. É minha. Eu sei o que eu preciso fazer para ter um bom controle glicêmico. Quando o controle está difícil, eu preciso tomar uma atitude para mudar, seja fazer mais dextros, anotar os resultados dos dextros e mandar para a minha endócrino, aumentar a insulina, diminuir a insulina... eu sou responsável pela minha saúde. O segundo ponto é que eu posso e sou feliz com diabetes, da mesma forma em que a moça da reportagem do Bem Estar é. Viver com diabetes é sempre fácil? Não, não é. Viver com diabetes é impossível? Não, não é. Viver com diabetes nos traz mais desafios? Sim, traz. Esses desafios são intransponíveis? Não, não são. Sabe de uma coisa? Isso se chama viver. Eu não conheço nenhuma pessoa que não tenha os seus desafios, suas lutas, suas aflições. Uns tem mais, outros tem menos, mas todo mundo tem. O que não podemos é assumirmos papel de vítimas. Nós somos responsáveis pela nossa saúde. Nós somos responsáveis pela nossa alegria, pela nossa paz. Eu sou feliz, muito feliz. Sou realizada. Me considero uma pessoa vitoriosa. Tenho joias inestimáveis na minha vida, sendo a minha família a mais preciosa de todas. 

fonte da imagem: http://goo.gl/7Kyfqz

  Termino esse post deixando um convite: que tal olhar hoje para todas as coisas boas que você tem na sua vida e renovar as suas forças para vencer as batalhas de cada dia?
   Abraços e até a próxima!
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Falta de medicamentos/insumos e o SUS

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  Ao longo dos anos eu tenho visto pessoas reclamando da falta de insulina, de insumos para a bomba ou das fitas do glicosímetro. Isso já aconteceu comigo também. O que fazer quando isso acontecer?

 Bom, em primeiro lugar, não adianta a gente ficar apenas reclamando aqui no blog ou nos grupos do Facebook. Precisamos tomar atitudes para resolver a nossa situação e ter os medicamentos que são tão preciosos para nossa saúde. 

  Toda a vez que te faltar qualquer tipo de medicamento para o tratamento do diabetes, ligue para:  136


   Esse é o número da ouvidoria do SUS. Para agilizar o atendimento, tenha em mãos o último receituário do médico e o seu cartão do SUS.  Dessa forma todas as reclamações ficam centralizadas e o ministério da saúde pode ter a real dimensão do problema que regularmente enfrentamos. Temos o relato da Sarah aqui dizendo que ficou satisfeita com o atendimento que recebeu e que seu problema foi sanado. Por favor, não fique preocupado de sofrer qualquer tipo de perseguição ou algo do tipo. Esse número foi criado justamente para falarmos das dificuldades que enfrentamos para receber o nosso tratamento de forma adequada.

 Todo cidadão brasileiro tem o seu direito a saúde garantido pela constituição. Você conhece os seus direitos? Você se faz valer dos seus direitos? Pense nisso!

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Cura do diabetes!!!!!!

3 comments
Você sabe qual é a última novidade para curar o diabetes?
Pensou QUIABO?
Sinto muito te decepcionar, mas a sua resposta está errada.
Sinto muito te decepcionar mais ainda, mas até hoje os cientistas do mundo inteiro ainda não encontraram a cura para o diabetes. Eles trabalham arduamente para isso, mas NÃO EXISTE CURA PARA O DIABETES. Quem sabe eles encontrem a cura algum dia. A ciência está avançando rapidamente e a gente pode talvez se beneficiar disso.
Vocês acham que se a cura do diabetes tivesse realmente sido encontrada ela seria apresentada no Caldeirão do Huck??????? Ela não mereceria ser, no mínimo, publicada em uma revista científica mundial, de grande peso????
Você sabe o que me mantem viva há 27 anos?
A INSULINA!!!
Ela é fedida e só é injetável, mas a INSULINA É INSUBSTITUÍVEL!!!!! 
Esperança, Fé, Cura do Diabetes
Eu, juntamente com outros blogueiros de diabetes estamos muitos preocupados porque a mídia está propagando a informação de que a água do quiabo pode curar o diabetes. Isso é uma informação mentirosa e perigosa. Existem relatos de pessoas que estão internadas no hospital porque deixaram de tomar insulina ou tomar sua medicação oral (no caso do diabetes tipo 2) para tomar a tal água do quiabo. Essas pessoas podem vir a óbito, porque o que nos mantem vivo são esses medicamentos.
Se você é diabético, por favor, não troque a sua medicação por água de quiabo ou chá nenhum!!! Se você acha que talvez isso possa te ajudar, converse com seu médico e INCLUA isso na sua alimentação, mas nunca, jamais deixe de tomar sua medicação!!!!!!
Sabe onde o quiabo é bom?
Quiabo é bom com frango acompanhado de polenta, com contagem de carboidrato e insulina ou medicação oral para diabetes!

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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Porque eu me amo!

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Cada furada na ponta de dedo;
Cada bolha de ar que eu tiro do reservatório de insulina;
Cada grama de carboidrato que eu conto antes de comer;
Cada consulta médica;
Cada ida ao posto de saúde para pegar as tiras do glicosímetro;
Cada ligação a Secretaria da Saúde para saber dos meus insumos;
Cada cânula que eu insiro no meu corpo;
Cada post que eu publico aqui no meu blog;
Cada escolho de alimentos saudáveis;
Cada informação nova que leio;

Tudo isso eu faço porque eu me amo!

Hoje é o dia mundial do diabetes.
Hoje o mundo todo está azul.
Hoje lembramos que se diabetes fosse um país, sua população seria a 3a maior do mundo.
Hoje lembramos que diabetes é a 4a doença que mais mata no Brasil.
Hoje lembramos que sedentarismo e má alimentação podem levar, junto com fatores hereditários, ao diabetes.
Hoje lembramos que crianças, por fatores genéticos, também podem ser diabéticas, como eu fui e sou.
Hoje é o dia de falarmos sobre o diabetes.
Hoje é o dia de conscientizarmos nossos familiares, nossos amigos, nossos vizinhos, nossos colegas de trabalho sobre essa epidemia global.

Eu faço isso porque eu me amo!
Eu faço isso porque amo aqueles que estão ao meu redor!
Faço isso pelo meu querido Brasil!

Se você quiser fazer isso hoje também, compartilhe esse vídeo!
Não deixe para depois.
Porque o dia é HOJE!





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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Do coração de uma mamãe DM1

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  Tenho refletido ultimamente sobre a maternidade em uma mulher diabética tipo 1. Gerar uma vida, na minha opinião, é uma dádiva divina, tão especial e tão única que me faltam mais palavras para descrever esse momento na vida de uma mulher. Gerar uma vida sendo diabética tipo 1... bom, apesar de ter escrito um pouco sobre isso aqui no meu blog, também me faltam palavras para descrever esse momento... rsrsrs... (para isso, não deixe de ver o blog da Kath, que conta o dia a dia de sua gravidez).
   Bom, a Lorena, minha filha, agora está com 3 anos. Ela já viu muita coisa sobre o diabetes. Quando ela tinha 1 ano, ela chorava toda vez que me via trocar a cânula da bomba de infusão de insulina. Ela já viu muitas hipos da mamãe. Ela já conseguiu arrancar a cânula do meu corpo com a sua perninha (incrível a força que um bebê tem!). Hoje em dia, ela sempre vê muito curiosa os dextros que eu faço e toda vez ela pede para eu fazer nela. Um dia eu fiz e para minha surpresa ela gostou de ter o dedinho furado! 
   Outra noite a Lorena estava dormindo na minha cama e ela caiu. Coitada, ela chorou tanto! No meio da choradeira ela diz "ai... eu tô com hipo!". Eu e meu marido rimos muito!!   Na semana passada, estávamos dividindo uma sobremesa que tinha sorvete e ela comeu toda a parte dela. Eu tinha separado um pedacinho bem pequeno para comer e ela me pergunta "mamãe, você tá com hipo?", eu respondo "não, filha" e ela me diz "então me dá o seu sorvete!" (eu tenho que explicar para ela o que é contagem de carboidrato... rsrsrs...).    
Minha linda Lolinha!
   Eu tenho muitas histórias para contar da Lorena e a sua percepção sobre diabetes. Porém, tem uma coisa que ela faz, de tudo o que eu falei, que corta o meu coração. Frequentemente, quando estamos nos divertindo com alguma coisa ela para e me pergunta "Mamãe, você tá com hipo?". Essa pergunta não é por interesse na minha comida, como no dia da sobremesa, mas é a preocupação da mamãe dela estar passando mal. Eu não queria que a minha filha nunca se preocupasse com isso, não queria mesmo, mas essa é a realidade da nossa família. Essa é a única realidade que a Lorena conhece.
   Ser mãe e ser diabética é assim. Dias bons, dias não tão bons, como de qualquer mãe. Tem dias que eu questiono a minha habilidade de ser mãe, especialmente quando preciso cuidar da Lorena sozinha e tenho uma daquelas hipos avassaladoras e que parecem que eu não vou dar conta de nós duas. Uma coisa que eu posso dizer é que a Lorena é uma grande fonte de inspiração para eu me cuidar. Eu quero estar bem para ver a minha filha crescer. Eu quero ter visão perfeita para ver o dia da formatura dela. Do casamento dela então, nem se fala. Eu quero ter saúde para quem sabe algum dia ajudar a cuidar dos meus netinhos, assim como a minha mãe e a minha sogra me ajudam tanto a cuidar da Lorena!
   Ser mãe e ser diabética é uma tarefa complexa, que exige bastante da gente. Porém, é a melhor tarefa do mundo! Ser mãe faz todo o esforço que fazemos para ter um bom controle glicêmico valer a pena!
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