quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Para minha doce amiga Kath

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    A Kath, do www.diabetesevoce.blogspot.com.br, deu a grande notícia hoje que está grávida!!!!!! Eu estou muito feliz por ela e muito feliz também porque ela vai fazer um diário no blog dela sobre a gestação, o que é de grande valia para as mulheres (e homens também, por que não?) diabéticas que estão pensando em engravidar ou também estão grávidas.
 A Sarah, do www.eumeufilhoeodiabetes.blogspot.com.br, lançou uma campanha no Facebook para que alguma empresa fabricante de bomba de infusão de insulina (Roche ou Medtronic) forneça no período de gestação, parto e pós parto uma bomba e os insumos para a Kath. Dessa forma, ela pode ter uma gravidez mais tranquila com os controles glicêmicos bem mais fáceis de serem ajustados. Se você quiser participar dessa campanha, é só compartilhar a foto abaixo no Facebook:
Para isso, basta fazer o seu login no Facebook e clicar no link abaixo:
Tenho certeza de que uma comunidade de diabéticos online tem muito poder!!!! :)
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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dia Mundial do Diabetes 2012

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Essa é a minha homenagem hoje para o Dia Mundial do Diabetes.



Desejo muita saúde para todos os meus doces amigos e que possamos continuar firmes e constantes na nossa busca diária por um bom controle glicêmico!
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Proteger Nosso Futuro - Gravidez e Diabetes - parte 1

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   Eu sou de uma geração de diabéticos que tomava insulina NPH suína da Biobrás (estatal que nem existe mais), usava o Glicofita para testes de glicemia na urina e que sonhava em tomar coca-cola diet. É óbvio que tudo isso evoluiu, mas algumas crenças, que na época eram consideradas verdadeiras e corretas, parecem que perduram até hoje. Uma delas é que uma gravidez para mulheres diabéticas é muito perigosa tanto para a diabética quanto para o bebê e que o melhor seria não engravidar. Isso foram  médicos que me falaram. A última vez em que ouvi isso faz menos de 10 anos. Porém, de todos os endocrinologistas que já passaram pela minha vida, houveram aqueles que discordavam com veemência disso e me tranquilizaram, especialmente a minha endocrino. atual. Eu vejo na comunidade online a preocupação das diabéticas de engravidarem e entendo, porque também tinha meus receios. Vou descrever abaixo um pouco como foi a minha gravidez.

   Eu e o Humberto estávamos pensando em engravidar no ano de 2010. Eu estava usando a bomba há 6 meses e o controle estava ficando bom. Lembro bem do dia 25 de janeiro, porque aqui em São Paulo é feriado (aniversário de São Paulo). Eu estava assistindo TV quando me dei conta que a minha menstruação estava 3 dias atrasada. Fomos correndo para a farmácia e comprei o teste de gravidez. Gravidez confirmada. Confesso que a minha primeira reação não foi das melhores. Eu entrei em pânico porque a  última hemoglobina glicada tinha sido 7,1 e eu queria ter engravidado no mínimo com 6,5. Fiquei com medo também porque o aniversário do Humberto tinha sido alguns dias antes e tínhamos comemorado com vinho. No dia seguinte liguei bem cedo para a minha médica e com a voz muito nervosa falei para ela que estava grávida. Ela me perguntou "Mas não era isso que você queria? Parabéns!!". Isso foi um alívio tão grande para mim. A partir daquele momento eu consegui ficar muito, mas muito feliz mesmo com a gravidez.
   Eu coloquei a minha vida em pausa naqueles meses. Eu me dediquei quase que exclusivamente ao bom controle glicêmico. Eu fui bem radical. Eu cortei absolutamente todo e qualquer alimento gorduroso que pudesse me dar trabalho na hora de contar os carboidratos e acertar o bolus. Eu pedia para meus amigos irem em casa jantar ao invés de ir a casa deles só para eu ter certeza de que haveria comida saudável ao invés de pizza, por exemplo. Eu fazia no mínimo 12 dextros por dia e anotava cada um deles. Eu acordava todos os dias de madrugada para fazer teste para me certificar que não estava com hipoglicemia. Eu fui uma verdadeira nerd diabética. Tudo isso por 1 motivo, especialmente no primeiro trimestre da gravidez: o descontrole glicêmico  pode causar malformação no bebê. Ao longo do pré-natal o meu obstetra foi me explicando que essa malformação poderia ser até no coração. Outro fator que me motivou demais para o bom controle é que eu não queria "sobrecarregar" o meu corpo. Eu quis poupar o máximo possível os meus vasos sanguíneos e consequentemente a retina, os rins e etc... Como eu tenho retinopatia não proliferativa, fiz 2 mapeamentos da retina durante a gravidez e os dois tiveram resultados normais.
   Quanto às hipoglicemias características do primeiro trimestre, posso dizer que não passei ilesa por elas. Tive uma hipoglicemia noturna de 28 mg/dL que foi bem assustadora, porém não cheguei a perder a consciência. Os sintomas da hipoglicemia mudaram também. Ao invés da irritação, sonolência, sudorese características, eu tinha enjoo. Isso foi uma novidade nada agradável para mim.  Aprendi também com o obstetra que a glicemia do feto equivale a 2/3 a glicemia da mãe.
   O meu líquido amniótico ficou um pouquinho aumentado durante quase toda a gravidez. Isso, eu também aprendi, que pode acontecer com grávidas diabéticas, por conta do aumento da glicemia da mãe (mesmo eu tendo um super controle e hemoglobina glicada abaixo do 6,5). O meu obstetra me orientou a cuidar do meu peso e engordar o mínimo possível e eu segui isso a risca também (nerd que eu sou... ). O peso que eu ganhei foi o do bebê + líquido amniótico. Depois de 5 dias que ganhei a Lorena já estava no meu peso de antes de engravidar. 
  Quando engravidei eu já tomava remédios para controlar a minha pressão sanguínea, já que sou hipertensa. Fui orientada por uma nutricionista especialista em diabetes e gravidez a reduzir a quase nada o sal na minha alimentação. Como uma boa nerd, fiz isso também. 
   Eu vou, nos próximos posts, escrever sobre o parto e o pós parto com mais detalhes.
   Bom, o que eu quero deixar para finalizar, é que eu curti demais a minha gravidez!! Foram as 37 semanas que eu  me senti mais bonita e mais plena como mulher. Pode parecer que foi uma gravidez tumultuada, difícil, mas não foi. Eu fui uma grávida como qualquer outra, com um sono absurdo (eu brincava que eu não dormia, eu entrava em coma, tamanho o sono), um pouco de enjoo, olfato de urso (sentia cheiro de coisas a 8 km de distância) com a diferença de ter o rótulo de "alto risco". O importante é a gente está com um bom controle glicêmico para engravidar e manter esse controle durante a gravidez! 
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Proteger Nosso Futuro - Hipertensão Arterial

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   Esse ano o tema para o Dia Mundial do Diabetes, que é 14 de novembro, é prevenção em diabetes e mais especificamente, Proteger Nosso Futuro. Eu gostei demais desse tema. O esforço que fazemos a cada dia para termos um bom controle glicêmico é tão somente para isso: proteger o nosso futuro. Parte desse esforço é a educação em diabetes. Um diabético não precisa ter uma graduação na área da saúde para ter um bom controle, mas precisa conhecer bem a doença para conseguir se conhecer melhor. Por isso, decidi escrever hoje sobre diabetes tipo 1 e hipertensão. Vou contar um pouco da minha história sobre essa dupla.
   Em 2007/08 eu comecei a ter enxaquecas fortíssimas, daquelas de não conseguir sair da cama e precisar ficar somente no escuro. Eu tinha associado essas enxaquecas com hipoglicemias matinais e comentei com a minha endocrino. Elas se tornaram mais constantes, por isso a minha endocrino suspeitou de pressão alta e pediu para fazer um exame chamado Mapa, que mede a pressão sanguínea por 24 horas. A minha pressão nunca tinha dado alterada com as medições na consulta. Para a minha tristeza, a suspeita da minha médica se confirmou: hipertensão. Fiquei muito chateada, na verdade, cheguei a beirar uma depressão porque eu comecei a me sentir como uma bomba relógio pronta a explodir a qualquer minuto, porque diabetes e hipertensão juntas só poderiam dar nisso. Bom, comecei a tomar os remédios para hipertensão e tudo se normalizou. Hoje a minha pressão está sob controle. O único problema que eu tenho é quando esqueço de tomar o remédio... rsrsrs... mas isso é culpa minha mesmo!!
    Quero colocar abaixo alguns dados importantes sobre hipertensão arterial e diabetes tipo 1. Espero não assustar ninguém, mas quanto mais nos informarmos sobre diabetes e suas complicações, mais poderemos proteger o nosso futuro!

1-  Diabetes tipo 1 e hipertensão estão associadas a nefropatias (doenças nos rins);
2- A hipertensão aumenta o risco de complicações mirco e marcovasculares. Isso envolve os microvasos na retina.
3- No Diabetes tipo 1 elevações discretas na pressão arterial ocorrem quando surge a microalbuminúria, indicando a ocorrência de lesão renal.
4- A prevalência de hipertensão em indivíduos diabéticos é duas vezes maior que numa população de não-diabéticos. Essa proporção é válida para o diabete melito do tipo 2 e, provavelmente, também para o tipo 1.
5- Crianças e adolescentes diabéticos também podem ter hipertensão.
6- Diabéticos tipo 1 tem 13 vezes mais chance de morrer de uma doença do coração do que um não diabético.
7- De acordo com os resultados de um estudo publicado na edição de 22 de setembro da Archives of Internal Medicine, a hiperglicemia é um fator de risco para a ocorrência de hipertensão em pacientes com diabetes tipo 1, e o tratamento intensivo com insulina reduz o risco a longo prazo de desenvolvimento de hipertensão.
8-  Para prevenir a hipertensão, recomenda-se 30 a 45 minutos de exercícios aeróbios por 4 a 5 dias na semana, manter o peso dentre os limites considerados normais, reduzir a ingestão de gorduras e fazer uma dieta baixa em colesterol e rica em fibras, que inclua frutas, vegetais e  produtos de teor baixo em gorduras.


Fontes:







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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Bê-a-Bá

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   Domingo passado o Humberto ao voltar da rua viu um caminhão do Corpo de Bombeiros na frente do condomínio e perguntou para o porteiro o que estava acontecendo. O porteiro então informou o Humberto que um dos elevadores do condomínio estava quebrado há mais de 2 horas com 5 pessoas dentro. Quando o Humberto me disse isso eu senti um baita frio na barriga. Eu não sou claustrofóbica. Eu não tenho medo de andar de elevador (apesar que depois disso confesso que tenho um pouco de medo dos elevadores do meu condomínio... rsrsrs...).

    O frio na minha barriga foi por outro motivo: e se fosse eu no elevador presa por 2 horas com hipoglicemia? Essa foi a primeira coisa que pensei quando o Humberto me contou a notícia. Eu tenho uma terrível mania. Como eu trabalho muito perto de casa, a minha mãe mora muito perto de casa, enfim, a minha rotina diária está contida em um raio de uns 3 quilômetros no máximo, muitas vezes eu não ando com algo para corrigir uma hipoglicemia na minha bolsa porque sempre tem algo para corrigir uma hipo no meu trabalho, na minha mãe, etc... Isso é um erro inaceitável para uma diabética há 27 anos, bem informada e experiente.
    Portanto, eu precisei voltar ao bê-a-bá das "leis" dos cuidados com o diabetes: jamais sair de casa sem 2 coisas: um glicosímetro e algo para corrigir uma hipoglicemia, seja bala, suco ou até mesmo um sache de açúcar. Nós nunca sabemos o que pode acontecer, não é verdade?! E como colocamos no Facebook, #ficaadica! 


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