quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Bê-a-Bá

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   Domingo passado o Humberto ao voltar da rua viu um caminhão do Corpo de Bombeiros na frente do condomínio e perguntou para o porteiro o que estava acontecendo. O porteiro então informou o Humberto que um dos elevadores do condomínio estava quebrado há mais de 2 horas com 5 pessoas dentro. Quando o Humberto me disse isso eu senti um baita frio na barriga. Eu não sou claustrofóbica. Eu não tenho medo de andar de elevador (apesar que depois disso confesso que tenho um pouco de medo dos elevadores do meu condomínio... rsrsrs...).

    O frio na minha barriga foi por outro motivo: e se fosse eu no elevador presa por 2 horas com hipoglicemia? Essa foi a primeira coisa que pensei quando o Humberto me contou a notícia. Eu tenho uma terrível mania. Como eu trabalho muito perto de casa, a minha mãe mora muito perto de casa, enfim, a minha rotina diária está contida em um raio de uns 3 quilômetros no máximo, muitas vezes eu não ando com algo para corrigir uma hipoglicemia na minha bolsa porque sempre tem algo para corrigir uma hipo no meu trabalho, na minha mãe, etc... Isso é um erro inaceitável para uma diabética há 27 anos, bem informada e experiente.
    Portanto, eu precisei voltar ao bê-a-bá das "leis" dos cuidados com o diabetes: jamais sair de casa sem 2 coisas: um glicosímetro e algo para corrigir uma hipoglicemia, seja bala, suco ou até mesmo um sache de açúcar. Nós nunca sabemos o que pode acontecer, não é verdade?! E como colocamos no Facebook, #ficaadica! 


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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Doce paranoia

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   Semana passada recebi um grupo de amigos em casa. Um deles, o W., me pediu um copo de água logo que chegou. Fato esse totalmente irrelevante e entediante, certo? Depois de uns 20 minutos ele me pediu outro copo de água. De novo, fato irrelevante e entediante. 
   Foi uma noite muito agradável, com boas conversas. Mas o W. não parava de tomar água. Pensei comigo "Para com essa neurose! Nem todo mundo que bebe bastante água é diabético! Como você é hipocondríaca!!". Continuei tentado focar no bate papo gostoso com pessoas queridas, mas, caramba, o W. continuava bebendo água sem parar! 

   A certa altura da noite, o W. e a sua esposa decidiram ir embora e se despediram de todos presentes. Eles apertaram o botão do elevador. Uma angústia tomou conta de mim. Quando a porta do elevador abriu eu não me contive e disse:

  - Vocês podem esperar um pouquinho? Eu preciso fazer uma pergunta para você, W. Faz quanto tempo que você toma tanta água assim? 
   Aquela pergunta gerou mais algumas:
  - Você acorda de madrugada para tomar água? Você tem tido muita fome? Você está perdendo peso?  Você tem se sentido cansado? Sabe de uma coisa, eu posso fazer um teste em você?
   Coitado, ele nem teve tempo de responder as minhas perguntas. Saquei o glicosímetro e fiz o teste. Resultado: 95mg/dl 1 hora pós jantar. Respirei aliviada. E então ele me disse:
  - Eu estou tomando tanta água porque comecei a treinar e estou tomando um suplemento que faz com que eu tome esse tanto de água.
   E eu respondi:
  -Ahhhhhhhhhhhhh! Entendi! Desculpa aí a furada no dedo. Você entende a minha paranoia, né?!
   Agora, para concluir, deixo uma pergunta: Será que algum diabético consegue ver uma pessoa bebendo muita água e não falar ou fazer nada ou eu sou realmente paranoica?



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quinta-feira, 14 de junho de 2012

As hipos da minha vida...

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Essa aconteceu há uns 3 ou 4 anos, mas quando me lembro dou muita risada, apesar do sufoco que passei. Eu e o Humberto decidimos sair para almoçar. Fomos até o Shopping Morumbi, o lugar mais desafiador para se estacionar o carro nessa cidade. Como demoramos para achar uma vaga, comecei a sentir que estava com hipoglicemia. Fiz um teste e deu por volta de 60 quase 70 mg/dl. Nada tão grave e resolvido com balas que tinha na minha bolsa. Finalmente achamos uma vaga e fomos até a praça de alimentação. Estávamos na dúvida de onde comer. Comecei a ficar irritada, muito irritada e falei nervosa para o Humberto escolher logo o restaurante. Percebi que o nervosismo estava fora de controle e que provavelmente era hipoglicemia. Fiz o teste e vi 36 mg/dL. O Humberto se desesperou e sentamos no restaurante que estava na nossa frente. Comecei a passar muito mal e sinceramente achei que iria desmaiar. O Humberto chama o garçom e diz:
- Um suco de laranja com urgência. Minha esposa está passando mal.
Nessa hora comecei a chorar de tanto mal estar. Veio o suco e tomei o copo todo em um gole só. A glicemia não estava subindo e o Humberto pediu outro suco que também foi tomado em um gole só. Comecei a me sentir melhor e me bateu um cansaço e muito sono. Encostei a minha cabeça no ombro do Humberto e tirei um cochilo de 10 minutos. Quando acordei estava me sentindo ótima. Fizemos o nosso pedido e se não me engano ainda tomamos uma taça de vinho.
Agora a mesma cena vista pelos garçons: entra um casal, o cara pede um suco de laranja para a mulher, ela começa a chorar, toma o suco em um gole só e depois toma mais outro em um gole só, encosta a cabeça no ombro dele, dorme, acorda, come normalmente, toma vinho e sai rindo do restaurante. Tenho certeza que eles não entenderam nada, mas quando me vejo nesse "episódio" eu não consigo deixar de rir dessa sequência de eventos malucos!!
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Blue Fridays Brasil - 11 de novembro

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Hoje estou "vestindo" azul nos meus olhos. Eu escolhi falar sobre olhos porque o assunto é muito sério. O diabetes, se não for bem tratado, traz uma série de consequências para o corpo, dentre elas a retinopatia. Como o próprio nome diz, é uma doença na retina. Os pequenos vasos da retina tem hemorragias por conta do descontrole de glicemia e essas hemorragias, se não forem cauterizadas, levam a cegueira. O diabetes é a maior causa de cegueira no mundo entre a população economicamente ativa, segundo o Dr. Ângelo Araújo, que é membro da Academia Americana de Oftalmologia.


Eu faço os exames de retina desde criança. Eu tive há alguns anos o diagnóstico de retinopatia não proliferativa. Confesso que fiquei apavoradíssima porque achei que seria mais um número nessa estatística da cegueira e o diabetes. Meu oftalmologista me explicou, porém, que para pessoas que são diabéticas há tantos anos, meus olhos estavam ótimos. Tive que fazer duas sessões de cauterização com laser. Eu não vou mentir - dói muito, mas a dor é passageira a frase "um mal necessário" cabe como uma luva aqui.


A frase que o oftalmo. me disse "que para quem era diabético há tantos anos meus olhos estavam ótimos" ficou muito tempo na minha cabeça. Isso significa que todo diabético está fadado a ter retinopatia? Claro que não!!!!!!!! Hoje em dia o controle glicêmico de uma criança diabética é infinitamente melhor do que eu tive. Eu passei muitos anos fazendo controle de glicemia com fitas na minha urina. O resultado do controle era zero, uma cruz, duas, três e quatro cruzes. No zero eu estava bem, no quatro eu estava péssima. A exatidão disso? Quase nenhuma!! Ah, não havia insulina ultra rápida para fazer as correções. Contagem de carboidrato? Não existia também. Por isso eu entendi o que o oftalmo quis dizer. Com os poucos recursos que tive crescendo com o diabetes, eu estava de parabéns.


Hoje eu não tenho motivos para ter uma piora no meu quadro de retinopatia. Uso bomba de infusão de insulina com insulina ultra rápida, uso o sensor de glicemia que me diz de 5 em 5 minutos como eu estou e sei fazer contagem de carboidratos. Faço os exames de retina a cada 6 meses e nos meus 9 meses de gravidez eu fiz 3 vezes. Eu fico muito feliz com os recursos de hoje para o bom controle do diabetes e com toda a informação disponível. O segredo para olhos saudáveis é o bom controle glicêmico e só isso!! Afinal de contas, sou brasileira e não desisto nunca!
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Blue Friday Brasil - 4 de novembro

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Olá!! Eu sou a Lorena e minha mamãe é a Teresa, diabética tipo 1 desde os 7 anos de idade. Estou com essa roupinha azul porque hoje é o primeiro Blue Friday Brasil. Minha mamãe me vestiu assim por um motivo muito especial - para conscientizar as pessoas que diabetes é um assunto muito sério que não pode ser ignorado. Se um diabético for responsável, ele terá uma vida saudável, mas se não se cuidar, as estatísticas* estão aí e são tenebrosas! Isso não é brincadeira! Por isso, vista a camisa azul do diabetes e faça um coro conosco!!


*nota da mamãe Teresa: o tema do Dia Mundial do Diabetes desse ano é O diabetes mata 1 pessoa a cada 8 segundos no mundo.

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